Projeto autoral desenvolvido para a disciplina de Espaço e Forma 3 (EF3), em parceria com Laura Ferreira. A proposta do Pavilhão Performático parte da inspiração no formato e no movimento de uma serpente, dando origem a duas espirais interligadas que definem a volumetria do projeto, assim como a quantidade de voltas e a altura da estrutura.
O Pavilhão Performático é uma estrutura de design paramétrico inspirada no formato e no movimento de uma serpente. A proposta funciona como uma espécie de escultura habitável, criando um ponto de sombra e encontro em áreas gramadas abertas e oferecendo uma experiência espacial diferente para quem passa ou permanece no local. O programa do pavilhão é voltado principalmente para o lazer e a permanência contemplativa. A própria forma da estrutura gera bancos integrados, convidando as pessoas a sentar e ocupar o espaço. Sua volumetria é definida por duas espirais interligadas, que determinam a altura da peça e também organizam a circulação por baixo da estrutura, permitindo uma relação mais fluida entre o público e o objeto arquitetônico. Construtivamente, o projeto utiliza uma estrutura mista. A base em madeira dá suporte aos assentos e à estrutura principal, enquanto uma grid metálica sustenta a “pele” externa. Essa pele é formada por painéis em losango com perfurações que variam de acordo com a incidência solar, criando um jogo dinâmico de luz e sombra e ajudando a melhorar o conforto térmico sob o pavilhão.
Os conhecimentos aplicados no projeto envolvem estudos de conforto ambiental, utilizados para orientar decisões relacionadas à forma e ao desempenho do pavilhão. A proposta também explora o desenvolvimento paramétrico no Grasshopper, onde, a partir da definição de uma lógica de criação, todo o modelo foi construído e ajustado por meio de parâmetros, permitindo testar variações e controlar a geração da forma de maneira dinâmica.