Projeto autoral desenvolvido para a disciplina de Projeto Arquitetônico VI. A proposta para o SESC parte de um processo de transposição volumétrica para organizar a ocupação do lote, que está localizado em uma posição estratégica entre as ruas Gonçalves Lêdo e João Cordeiro. O projeto reúne um programa multifuncional, combinando diferentes atividades em um mesmo edifício. Entre os principais usos estão o teatro, a galeria de artes, o restaurante e pavimentos voltados para formação técnica nas áreas de artes cênicas, música e audiovisual.
O projeto do SESC parte de um processo de transposição volumétrica que orienta a ocupação do lote. O terreno possui duas frentes, conectando as ruas Gonçalves Lêdo e João Cordeiro, o que permite organizar melhor os acessos e a circulação entre os dois lados da quadra. A proposta busca criar uma maior permeabilidade urbana, distribuindo os volumes de forma a aproveitar a orientação do terreno e a relação com o entorno. O programa do edifício é multifuncional, reunindo atividades ligadas à cultura, ao lazer e à formação técnica. Nos pavimentos térreos e níveis inferiores ficam os espaços mais abertos ao público, como teatro, galeria de artes, restaurante, café e áreas de convivência. Já nos pavimentos superiores estão os ambientes voltados para formação em artes cênicas, música e audiovisual, com salas de ensaio e espaços técnicos que dão suporte às atividades de ensino e prática artística. Do ponto de vista arquitetônico, o projeto se destaca pela materialidade e pelas estratégias de conforto ambiental. A estrutura utiliza lajes nervuradas que permitem vencer grandes vãos, enquanto a fachada é marcada pelo uso de cobogós de tijolo maciço, que ajudam a garantir ventilação natural constante e também dão identidade ao edifício. O detalhamento construtivo inclui ainda o uso de perfis metálicos e madeira usinada, criando um equilíbrio entre desempenho técnico, estética e conforto ambiental.
Os conhecimentos aplicados no projeto envolvem a análise da legislação urbana e edilícia, orientando o desenvolvimento da proposta. Também foram realizados estudos de conforto ambiental para o uso de cobogós nas fachadas, buscando melhorar a ventilação e o controle da iluminação natural. Além disso, foi utilizada a modelagem do projeto em BIM, contribuindo para a organização e o desenvolvimento das informações da edificação.